Hard Rock
O verdadeiro estilo musical!
quinta-feira, 10 de maio de 2012
sábado, 19 de março de 2011
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
sábado, 8 de janeiro de 2011
Andreas Kisser: Os melhores da década no metal
Andreas Kisser, guitarrista do Sepultura postou em sua coluna no Yahoo! um texto destacando os melhores trabalhos no metal entre 2001 e 2010, e incluiu dois álbuns do Slipknot: o Iowa (2001) e o Vol. 3: The Subliminal Verses (2004).
Ai segue a lista dos melhores do MetalOs melhores da década no metal
Uma lista de melhores, ou piores discos, é sempre cheia de contorvérsias e polêmicas, elas nunca vão ser unânimes. Ainda bem. Mas é sempre bom fazer uma retrospectiva e um balanço, principalmente quando estamos fechando mais uma década de história na música. No metal a década foi muito movimentada, com altos e baixos, boas surpresas e grandes retornos, que mantiveram o estilo renovado e vivo.
Desde a revolução melódica e estrutural do System of a Down, passando pela melancólica decadência e a rápida volta ao topo do Metallica, os alemães do Rammstein conquistando o mundo, os irmãos Cavalera tocando juntos novamente, a democracia chinesa do Guns até os grandes retornos de Judas Priest e do AC/DC, a década foi cheia de mutações no estilo, consequência das misturas e ousadias dos músicos mais pesados.
No Brasil o público se firmou como o mais fanático do mundo, incrível notar a dedicação que o fã de Heavy Metal brasileiro tem com as bandas, elas mesmas fazem questão de falar em suas entrevistas pelo mundo, da qualidade diferenciada e maluca do fã brasileiro. É sempre bom tocar por aqui. As bandas brasileiras também cresceram muito e se profissionalisaram, foi a década em que o metal do Brasil mais evoluiu, tanto na qualidade como no gerenciamento de suas carreiras. O Krisiun virou realidade e hoje é referência mundial. O Angra se consoldiou e colocou o país no primeiro mundo do metal melódico. Claustrofobia, Torture Squad, Dr. Sin e os grandes trabalhos do Chakal, de Belo Horizonte, e do Korzus, que fez um magistral álbum pra fechar a década, também foram destaques.
Quanto ao Sepultura, foi uma década de muitas mudanças e muitas conquistas. Dois discos foram decisivos na manutenção de uma carreira que completou 26 anos em 2010: “Dante XXI”, último disco com Iggor Cavalera na banda e o “A-Lex”, primeiro trabalho com Jean Dolabella nas baquetas. Além desta grande mudança na formação nós também mostramos um caminho novo, o de buscar inspiração para a música nos livros. Foi um excelente caminho, que abriu várias novas possibilidades para a banda se manter atual e ativa. Isto nos levou a um mundo que o Sepultura não conhecia, literalmente. A Divina Comédia e A Laranja Mecânica foram fontes fantásticas de emoções e sentimentos que pudemos passar através da nossa música. Nós simplesmente não paramos. Desde 2001, o Sepultura visitou os seguinte países pela primeira vez: África do Sul, Filipinas, Ilhas Reunião, Cuba, Índia, Estônia, Ucrânia, Bielo-Rússia, Chipre, Uruguai, Paraguai, Guatemala, Costa Rica, Honduras, Colômbia, Peru, Corea do Sul, Marrocos, Bósnia, entre vários outros lugares aqui no Brasil que a gente nunca tinha ido, além do circuito tradicional que sempre fazemos. Gostaria de destacar também que destes 10 anos que se passaram, cinco deles eu me dediquei ao meu primeiro trabalho solo, Hubris I&II, que finalmente saiu este ano. Foi um trabalho árduo mas que foi um período de muito aprendizado e prazer, o prazer de se fazer música.
Foi também uma década de grandes perdas, todas muito sentidas e irreparáveis: R.I.P.: Dimebag Darrel (Pantera), Kevin Dubrow (Quiet Riot), Paul Raven (Ministry, Prong), Paul Grey (Slipknot), Chuck Shuldiner (Death), Mooseman (Body Count), Randy Castillo (Ozzy), Layne Staley (Alice in Chains), Piggy (Voi-Vod), Ronnie James Dio (Rainbow, Black Sabbath), Pete Steel (Type O Negative), Jesse Pintado (Napalm Death).
Bom, aqui vai a listinha de quem se destacou nos anos de 2001 até 2010. São muitos trabalhos fantásticos que sairam, impossível citar todos mas aqui vai o que achei mais relevante e marcante. E pra você, qual foi o metal que mais te marcou nesta década que acaba agora?
2001
System Of A Down – Toxicity
Slipknot – Iowa
Rammstein – Mutter
2002
Queens Of The Stone Age – Songs For The Deaf
Audioslave – Audioslave
Shaman – Ritual
2003
Machine Head – Through The Ashes Of Empires
Anthrax – We’ve Come For You All
Sepultura – Revolusongs
Dimmu Borgir – Death Cult Armageddon
2004
Slipknot – Vol. 3: The Subliminal Verses
Mastodon – Leviathan
Velvet Revolver – Contraband
2005
Judas Priest – Angel Of Retribution
Trivium – Ascendancy
Meshuggah – Catch 33
Claustrofobia – Fulminant
2006
Lamb Of God – Sacrament
Sick Of It All – Death To Tyrants
Hatebreed – Supremacy
2007
Behemoth – The Apostasy
Andre Matos – Time to be free
Torture Squad – Hellbound
Dr. Sin – Bravo
2008
ACD/DC – Black Ice
Metallica – Death Magnetic
Gojira – The Way Of All Flesh
Krisiun – Southern Storm
Guns and Roses – Chinese Democracy
2009
Heaven and Hell – The Devil You Know
Alice in Chains – Black Gives Way to Blue
Kreator – Hordes of Chaos
Angra – Aqua
2010
Scorpions – Sting in the tail
Slash – Slash
Fear Factory – Mechanize
Korzus – Dicipline of Hate
Um grande 2011 pra todos, um muito obrigado à todos que participaram das colunas com comentários, críticas, sugestões e alguns absurdos. Tenho o privilégio de ter este espaço aqui o Yahoo! e a opinão de todos, seja ela qual for, é muito importante e saudável para mim. Valeu
Ai segue a lista dos melhores do MetalOs melhores da década no metal
Uma lista de melhores, ou piores discos, é sempre cheia de contorvérsias e polêmicas, elas nunca vão ser unânimes. Ainda bem. Mas é sempre bom fazer uma retrospectiva e um balanço, principalmente quando estamos fechando mais uma década de história na música. No metal a década foi muito movimentada, com altos e baixos, boas surpresas e grandes retornos, que mantiveram o estilo renovado e vivo.
Desde a revolução melódica e estrutural do System of a Down, passando pela melancólica decadência e a rápida volta ao topo do Metallica, os alemães do Rammstein conquistando o mundo, os irmãos Cavalera tocando juntos novamente, a democracia chinesa do Guns até os grandes retornos de Judas Priest e do AC/DC, a década foi cheia de mutações no estilo, consequência das misturas e ousadias dos músicos mais pesados.
No Brasil o público se firmou como o mais fanático do mundo, incrível notar a dedicação que o fã de Heavy Metal brasileiro tem com as bandas, elas mesmas fazem questão de falar em suas entrevistas pelo mundo, da qualidade diferenciada e maluca do fã brasileiro. É sempre bom tocar por aqui. As bandas brasileiras também cresceram muito e se profissionalisaram, foi a década em que o metal do Brasil mais evoluiu, tanto na qualidade como no gerenciamento de suas carreiras. O Krisiun virou realidade e hoje é referência mundial. O Angra se consoldiou e colocou o país no primeiro mundo do metal melódico. Claustrofobia, Torture Squad, Dr. Sin e os grandes trabalhos do Chakal, de Belo Horizonte, e do Korzus, que fez um magistral álbum pra fechar a década, também foram destaques.
Quanto ao Sepultura, foi uma década de muitas mudanças e muitas conquistas. Dois discos foram decisivos na manutenção de uma carreira que completou 26 anos em 2010: “Dante XXI”, último disco com Iggor Cavalera na banda e o “A-Lex”, primeiro trabalho com Jean Dolabella nas baquetas. Além desta grande mudança na formação nós também mostramos um caminho novo, o de buscar inspiração para a música nos livros. Foi um excelente caminho, que abriu várias novas possibilidades para a banda se manter atual e ativa. Isto nos levou a um mundo que o Sepultura não conhecia, literalmente. A Divina Comédia e A Laranja Mecânica foram fontes fantásticas de emoções e sentimentos que pudemos passar através da nossa música. Nós simplesmente não paramos. Desde 2001, o Sepultura visitou os seguinte países pela primeira vez: África do Sul, Filipinas, Ilhas Reunião, Cuba, Índia, Estônia, Ucrânia, Bielo-Rússia, Chipre, Uruguai, Paraguai, Guatemala, Costa Rica, Honduras, Colômbia, Peru, Corea do Sul, Marrocos, Bósnia, entre vários outros lugares aqui no Brasil que a gente nunca tinha ido, além do circuito tradicional que sempre fazemos. Gostaria de destacar também que destes 10 anos que se passaram, cinco deles eu me dediquei ao meu primeiro trabalho solo, Hubris I&II, que finalmente saiu este ano. Foi um trabalho árduo mas que foi um período de muito aprendizado e prazer, o prazer de se fazer música.
Foi também uma década de grandes perdas, todas muito sentidas e irreparáveis: R.I.P.: Dimebag Darrel (Pantera), Kevin Dubrow (Quiet Riot), Paul Raven (Ministry, Prong), Paul Grey (Slipknot), Chuck Shuldiner (Death), Mooseman (Body Count), Randy Castillo (Ozzy), Layne Staley (Alice in Chains), Piggy (Voi-Vod), Ronnie James Dio (Rainbow, Black Sabbath), Pete Steel (Type O Negative), Jesse Pintado (Napalm Death).
Bom, aqui vai a listinha de quem se destacou nos anos de 2001 até 2010. São muitos trabalhos fantásticos que sairam, impossível citar todos mas aqui vai o que achei mais relevante e marcante. E pra você, qual foi o metal que mais te marcou nesta década que acaba agora?
2001
System Of A Down – Toxicity
Slipknot – Iowa
Rammstein – Mutter
2002
Queens Of The Stone Age – Songs For The Deaf
Audioslave – Audioslave
Shaman – Ritual
2003
Machine Head – Through The Ashes Of Empires
Anthrax – We’ve Come For You All
Sepultura – Revolusongs
Dimmu Borgir – Death Cult Armageddon
2004
Slipknot – Vol. 3: The Subliminal Verses
Mastodon – Leviathan
Velvet Revolver – Contraband
2005
Judas Priest – Angel Of Retribution
Trivium – Ascendancy
Meshuggah – Catch 33
Claustrofobia – Fulminant
2006
Lamb Of God – Sacrament
Sick Of It All – Death To Tyrants
Hatebreed – Supremacy
2007
Behemoth – The Apostasy
Andre Matos – Time to be free
Torture Squad – Hellbound
Dr. Sin – Bravo
2008
ACD/DC – Black Ice
Metallica – Death Magnetic
Gojira – The Way Of All Flesh
Krisiun – Southern Storm
Guns and Roses – Chinese Democracy
2009
Heaven and Hell – The Devil You Know
Alice in Chains – Black Gives Way to Blue
Kreator – Hordes of Chaos
Angra – Aqua
2010
Scorpions – Sting in the tail
Slash – Slash
Fear Factory – Mechanize
Korzus – Dicipline of Hate
Um grande 2011 pra todos, um muito obrigado à todos que participaram das colunas com comentários, críticas, sugestões e alguns absurdos. Tenho o privilégio de ter este espaço aqui o Yahoo! e a opinão de todos, seja ela qual for, é muito importante e saudável para mim. Valeu
8 Comentários Corey fala sobre o futuro do Slipknot nos palcos
Quem vai tocar baixo na turnê de 2011 do Slipknot?Com o anúncio das datas da nova turnê do Slipknot, a pergunta permanece sobre quem vai tocar baixo no lugar de Paul Gray, que faleceu ano passado com complicações decorrentes das drogas.
O Stone Sour vai fazer turnê no começo desse ano para a divulgação de seu último álbum, Audio Secrecy, então o vocalista Corey Taylor com certeza vai ter seus vocais desafiados.
A Artisan News conversou com Corey recentemente para falar sobre sua música de natal e perguntamos sobre esse problema no baixo do Slipknot.
“É uma das coisas que ainda estamos conversando agora. O que a gente fizer vai ter sentido no final. Ele nunca vai ser substituído e nunca vai ser algo em que a gente esteja bem, mas quando a hora chegar nós vamos decidir”.
O Stone Sour começa a turnê dia 20 de janeiro com o Avenged Sevenfold, e o Slipknot se apresenta pela primeira vez dia 24 junho, no Sonisphere. Mais datas serão confirmadas nas próximas semana.
Vale lembrar que o Slipknot (e o Stone Sour) já confirmaram presença no Rock in Rio desse ano, aqui no Brasil. Confira o Release do festival
O Stone Sour vai fazer turnê no começo desse ano para a divulgação de seu último álbum, Audio Secrecy, então o vocalista Corey Taylor com certeza vai ter seus vocais desafiados.
A Artisan News conversou com Corey recentemente para falar sobre sua música de natal e perguntamos sobre esse problema no baixo do Slipknot.
“É uma das coisas que ainda estamos conversando agora. O que a gente fizer vai ter sentido no final. Ele nunca vai ser substituído e nunca vai ser algo em que a gente esteja bem, mas quando a hora chegar nós vamos decidir”.
O Stone Sour começa a turnê dia 20 de janeiro com o Avenged Sevenfold, e o Slipknot se apresenta pela primeira vez dia 24 junho, no Sonisphere. Mais datas serão confirmadas nas próximas semana.
Vale lembrar que o Slipknot (e o Stone Sour) já confirmaram presença no Rock in Rio desse ano, aqui no Brasil. Confira o Release do festival
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
[NEWS] - NY TIMES: THE FINAL FRONTIER, INDÚSTRIA MUSICAL
Fãs de heavy metal se orgulham da sua imagem de “renegados”. Mas para a indústria da música, os seguidores da banda britânica Iron Maiden se tornaram cidadãos-modelo.
Enquanto as vendas de música despencam e as gravadoras enfrentam o futuro com ansiedade, os fãs do Maiden ainda correm para as lojas de discos. Como o mascote zumbi da banda, Eddie the Head, o Iron Maiden se recusa a morrer, e sua vitalidade contínua pode oferecer à perturbada indústria musical algumas dicas de como sobreviver.
O 15º álbum do Iron Maiden, “The Final Frontier”, entrou direto no topo da lista de álbuns da revista Billboard européia quando foi lançado no final de agosto, e segurou a posição na segunda semana. O álbum também estreou em primeiro lugar em outros países, desde Arábia Saudita até o Japão, dando uma necessária ajuda para a EMI Music, que detém os direitos internacionais. Nos Estados Unidos, onde foi lançado pela Universal Music Enterprises, “The Final Frontier” estreou na 4ª posição.
Até o final da última semana, mais de 800 mil cópias de “The Final Frontier” tinham sido enviadas para lojas do mundo todo, diz Rod Smallwood, empresário de longa data da banda. Isso ainda é bem longe das mais de 12 milhões de cópias vendidas do primeiro álbum de Lady Gaga, “The Fame”. Mas o Iron Maiden tem uma longevidade que muitos artistas pop podem apenas invejar. Em mais de 30 anos de carreira, a banda vendeu aproximadamente 85 milhões de cópias.
“Muitas bandas poderiam aprender com o Maiden.O Maiden se preocupa essencialmente com a relação com os fãs, e nada atrapalha isso. Eles não querem ser rock stars. Eles simplesmente gostam de tocar para os fãs.” diz Smallwood.
Os seis membros do Iron Maiden, todos na casa dos 50 anos de idade, não são os únicos veteranos do metal que ainda tocam ao vivo e gravam álbuns. Bandas como Metallica também seguem firme, e bandas de hard rock como AC/DC e Guns N’ Roses também encontraram um sucesso renovado.
“Com sua imagem tribal e parâmetros extremos, o metal oferece um ‘lar’ para aqueles que o acompanham de uma forma que nem o pop, nem o hip-hop e nenhum outro gênero oferece”, diz Joel McIver, escritor londrino que é autor de “Justice for All: The Truth About Metallica” e outros livros sobre heavy metal.
Uma relação próxima dos fãs, reforçada por uma agenda implacável de shows, tem sido uma necessidade para a banda desde o início, quando a principal ferramenta de marketing da indústria musical, a vinculação nas rádios, passava longe do Iron Maiden. As músicas eram muito longas e muito barulhentas para se encaixar nas fórmulas convencionais das rádios, e alguns grupos de pais cristãos protestavam contra as mensagens Satânicas inseridas nas músicas – uma acusação que a banda sempre negou.
A falta de exposição em rádios pode ter criado desafios, mas preparou o Iron Maiden para a era digital, quando o modelo tradicional da indústria faliu. Agora, um single que toque bastante nas rádios provavelmente mandará mais ouvintes para a internet para baixar o álbum de forma gratuita do que para as lojas.
Pelo fato das músicas do Iron Maiden não se encaixarem no molde de um single de rádio – três delas, no último lançamento, têm mais de 9 minutos – a banda não sofre tanto com esse problema.
Enquanto “The Final Frontier” atingiu o topo das listas no mês passado, os serviços digitais mostraram pequenos níveis de download ilegal do álbum, segundo David Kassler, chefe de operações da EMI na Europa.
“Você imagina que algumas pessoas vão piratear, mas não estão fazendo isso”, diz Kassler. “Elas querem o álbum físico. Elas adoram a capa, as letras. É algo que elas querem mostrar para seus amigos e família”.
As vendas digitais de “The Final Frontier” estão baixas, provavelmente correspondendo a apenas 10% ou 15% de todas as vendas nos Estados Unidos, segundo Smallwood. De forma geral, as vendas digitais correspondem a quase metade do mercado musical americano.
Mas o Iron Maiden não sofre de anacronismo da era analógica, insiste Smallwood. A falta de vinculação nas rádios e a dependência do boca-a-boca preparou bem a banda para as nuances do marketing digital, ele diz.
“Quando a internet chegou, provavelmente fomos um dos primeiros a entender o potencial”, ele diz.
Antes do lançamento do álbum, o Iron Maiden renovou o website, criou um perfil no Facebook e ofereceu um single digital de graça, “El Dorado”, para que os fãs fizessem o download. Lançaram até um jogo grátis.
Para encorajar as vendas de álbuns, camisetas e outras mercadorias ligadas ao “The Final Frontier”, a EMI montou seções especiais para o Iron Maiden em lojas européias como a HMV, Media Markt e FNAC.
As vendas desse tipo de merchandise podem chegar a corresponder a mais de 20% dos ganhos de uma gravadora com a banda, segundo Kassler, apesar de ele não ter fornecido nenhum dado específico para o Iron Maiden.
Apesar desses esforços, é improvável que o Maiden retome o sucesso de vendas dos anos 80, quando um álbum como “The Number of the Beast” vendou 14 milhões de cópias. Pelo fato de os fãs serem muito fiéis, eles tendem a comprar o álbum rapidamente, mas as vendas caem após algumas semanas.
Ainda assim, Joel McIver, o escritor, diz que há muitas lições para a indústria musical no sucesso contínuo do Iron Maiden: “Invista no longo prazo. Crie uma imagem. Dê aos fãs o que eles querem. Faça shows e mais shows. Toque em festivais. Aproveite a nova tecnologia. Seja inovador. Seja honesto. Seja original. Faça boas músicas.”
Enquanto as vendas de música despencam e as gravadoras enfrentam o futuro com ansiedade, os fãs do Maiden ainda correm para as lojas de discos. Como o mascote zumbi da banda, Eddie the Head, o Iron Maiden se recusa a morrer, e sua vitalidade contínua pode oferecer à perturbada indústria musical algumas dicas de como sobreviver.
O 15º álbum do Iron Maiden, “The Final Frontier”, entrou direto no topo da lista de álbuns da revista Billboard européia quando foi lançado no final de agosto, e segurou a posição na segunda semana. O álbum também estreou em primeiro lugar em outros países, desde Arábia Saudita até o Japão, dando uma necessária ajuda para a EMI Music, que detém os direitos internacionais. Nos Estados Unidos, onde foi lançado pela Universal Music Enterprises, “The Final Frontier” estreou na 4ª posição.
Até o final da última semana, mais de 800 mil cópias de “The Final Frontier” tinham sido enviadas para lojas do mundo todo, diz Rod Smallwood, empresário de longa data da banda. Isso ainda é bem longe das mais de 12 milhões de cópias vendidas do primeiro álbum de Lady Gaga, “The Fame”. Mas o Iron Maiden tem uma longevidade que muitos artistas pop podem apenas invejar. Em mais de 30 anos de carreira, a banda vendeu aproximadamente 85 milhões de cópias.
“Muitas bandas poderiam aprender com o Maiden.O Maiden se preocupa essencialmente com a relação com os fãs, e nada atrapalha isso. Eles não querem ser rock stars. Eles simplesmente gostam de tocar para os fãs.” diz Smallwood.
Os seis membros do Iron Maiden, todos na casa dos 50 anos de idade, não são os únicos veteranos do metal que ainda tocam ao vivo e gravam álbuns. Bandas como Metallica também seguem firme, e bandas de hard rock como AC/DC e Guns N’ Roses também encontraram um sucesso renovado.
“Com sua imagem tribal e parâmetros extremos, o metal oferece um ‘lar’ para aqueles que o acompanham de uma forma que nem o pop, nem o hip-hop e nenhum outro gênero oferece”, diz Joel McIver, escritor londrino que é autor de “Justice for All: The Truth About Metallica” e outros livros sobre heavy metal.
Uma relação próxima dos fãs, reforçada por uma agenda implacável de shows, tem sido uma necessidade para a banda desde o início, quando a principal ferramenta de marketing da indústria musical, a vinculação nas rádios, passava longe do Iron Maiden. As músicas eram muito longas e muito barulhentas para se encaixar nas fórmulas convencionais das rádios, e alguns grupos de pais cristãos protestavam contra as mensagens Satânicas inseridas nas músicas – uma acusação que a banda sempre negou.
A falta de exposição em rádios pode ter criado desafios, mas preparou o Iron Maiden para a era digital, quando o modelo tradicional da indústria faliu. Agora, um single que toque bastante nas rádios provavelmente mandará mais ouvintes para a internet para baixar o álbum de forma gratuita do que para as lojas.
Pelo fato das músicas do Iron Maiden não se encaixarem no molde de um single de rádio – três delas, no último lançamento, têm mais de 9 minutos – a banda não sofre tanto com esse problema.
Enquanto “The Final Frontier” atingiu o topo das listas no mês passado, os serviços digitais mostraram pequenos níveis de download ilegal do álbum, segundo David Kassler, chefe de operações da EMI na Europa.
“Você imagina que algumas pessoas vão piratear, mas não estão fazendo isso”, diz Kassler. “Elas querem o álbum físico. Elas adoram a capa, as letras. É algo que elas querem mostrar para seus amigos e família”.
As vendas digitais de “The Final Frontier” estão baixas, provavelmente correspondendo a apenas 10% ou 15% de todas as vendas nos Estados Unidos, segundo Smallwood. De forma geral, as vendas digitais correspondem a quase metade do mercado musical americano.
Mas o Iron Maiden não sofre de anacronismo da era analógica, insiste Smallwood. A falta de vinculação nas rádios e a dependência do boca-a-boca preparou bem a banda para as nuances do marketing digital, ele diz.
“Quando a internet chegou, provavelmente fomos um dos primeiros a entender o potencial”, ele diz.
Antes do lançamento do álbum, o Iron Maiden renovou o website, criou um perfil no Facebook e ofereceu um single digital de graça, “El Dorado”, para que os fãs fizessem o download. Lançaram até um jogo grátis.
Para encorajar as vendas de álbuns, camisetas e outras mercadorias ligadas ao “The Final Frontier”, a EMI montou seções especiais para o Iron Maiden em lojas européias como a HMV, Media Markt e FNAC.
As vendas desse tipo de merchandise podem chegar a corresponder a mais de 20% dos ganhos de uma gravadora com a banda, segundo Kassler, apesar de ele não ter fornecido nenhum dado específico para o Iron Maiden.
Apesar desses esforços, é improvável que o Maiden retome o sucesso de vendas dos anos 80, quando um álbum como “The Number of the Beast” vendou 14 milhões de cópias. Pelo fato de os fãs serem muito fiéis, eles tendem a comprar o álbum rapidamente, mas as vendas caem após algumas semanas.
Ainda assim, Joel McIver, o escritor, diz que há muitas lições para a indústria musical no sucesso contínuo do Iron Maiden: “Invista no longo prazo. Crie uma imagem. Dê aos fãs o que eles querem. Faça shows e mais shows. Toque em festivais. Aproveite a nova tecnologia. Seja inovador. Seja honesto. Seja original. Faça boas músicas.”
domingo, 5 de setembro de 2010
Divulgada capa do novo DVD do Slipknot

Faz todo o sentido que a banda, conhecida por sua coleção de DVDs, variando de câmeras, vários ângulos e documentários sobre o trabalho por trás dos shows e dos clipes, lançaria "(sic)nesses", que conta com uma apresentação especial do Slipknot no Download Festival.
Todos os shows do Slipknot são memoráveis, mas este é mais memorável ainda. Foi o dia em que a banda tocou todos os seus hits de todos os seus álbuns de platina. No palco é o Slipknot em toda a sua essência e você se sentirá na primeira fila.
30 câmeras capturando todos os ângulos possíveis da banda, que viajou por todo o mundo desfilando seus hits, mostrando também seus fãs como um elemento crucial de qualquer show do Slipknot, tão importantes quanto qualquer membro da banda.
Talvez o mais importante destaque de (sic)nesses é que foi uma das últimas apresentações do fundador da banda Paul Gray, baixista que faleceu tragicamente em maio de 2010. Embora inicialmente sem a intenção de ser um DVD de tributo, o show é um testemunho da herança de Paul Gray, onde os fãs podem desfrutar de sua forte expressão como baixista, fazendo aquilo o que mais amava.
Além disso, o DVD inclui um documentário de 45 minutos com os bastidores do show, dirigido pelo percussionista Shawn Crahan, além de todos os quatro vídeo clipes produzidos para o All Hope Is Gone, último álbum do Slipknot.
(sic)nesses, que será oficialmente lançado no dia 28 de Setembro conta com as seguintes músicas ao vivo:
01. 742617000027
02. (sic)
03. Eyeless
04. Wait and Bleed
05. Get This
06. Before I Forget
07. Sulfur
08. The Blister Exists
09. Dead Memories
10. Left Behind
11. Disasterpiece
12. Vermilion
13. Everything Ends
14. Psychosocial
15. Duality
16. People=Shit
17. Surfacing
18. Spit it Out
Assinar:
Postagens (Atom)
